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Você pode ser adepto ao Bitcoin, Litecoin, Ethereum, Dash, Monero e qualquer outra criptomoeda do planeta. Pode estar posicionado em uma ou outra. No entanto, é impossível prever que criptomoeda será bem sucedida daqui a 10 anos ou 20 anos. Será que o Bitcoin resolverá seu problema de escalabilidade? Ou se tornará uma espécie de "asset" ou Ouro Digital? Será que o Ethereum conseguirá superar os problemas iniciais com o DAO (Descentralized Autonomous Organizations)? Será que o Litecoin morrerá mesmo depois da introdução de máquinas ASIC's minerando seu algoritmo, o "scrypt"? Será que criptomoedas POS terão melhor retorno daqui a 10 ou 20 anos? Como será o papel do Estado na regulamentação dessas criptomoedas? Será possível regulamentar? Proibir ou Coibir?

Um cenário de incertezas é indubitável e a verdade é que ninguém sabe o que vai acontecer daqui a 10 ou 20 anos.

Por favor, deixe-nos comentários do que você acha que vai acontecer.

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Eu ouso dizer o que restará e ficará disso tudo: O Blockchain. Este elemento talvez seja o mais importante da cadeia. Foi a grande sacada do Satoshi Nakamoto, criador do Bitcoin (1ª criptomoeda do mundo).

Eu confesso que explicar o que é Blockchain é complicado, haja visto que o Blockchain não é o produto final. Nem mesmo é o início. O Blockchain é o meio, o intermediário. Está nos bastidores de toda criptomoeda. Atualmente, você não precisa saber o que ele é para fazer uma transação com Bitcoin ou Ether, por exemplo. No entanto, sem este elemento, não haveria criptomoeda, smart contracts ou qualquer tecnologia relacionada a "Internet 2.0" ou Web 2.0, como tem muita gente falando. A "Internet 1.0" ou "Web 1.0" é caracterizada como a era da informação. A "Web 2.0" vai ser caracterizada como a internet das transações, dos negócios. Note: Sem intermediários. De pessoa para pessoa (Peer to Peer).

E, acreditem, o que mais me surpreendeu essa semana foi um cara de 69 anos, com idade de ser meu avô, ter falado tão bem de Blockchain. Esse "Velinho" é o Don Tapscott que já foi professor da universidade de Toronto e atualmente é empresário (É...o cara não se aposentou ainda). Ele não fala apenas de Blockchain. Fala de como estão fazendo uso dela.
Vale a pena assistir o vídeo abaixo (Agradecendo o canal da Foxbit no Youtube por ter legendado este vídeo):

 
Alguns usos do Blockchain eu já venho comentando aqui no Blog faz um bom tempo como o potencial revolucionário do Ethereum Blockchain. No entanto, alguns outros usos ainda me surpreendem, chamam atenção ou talvez valham a pena destacar:

1. Legalização / Escritura de terras via Blockchain através de Smart Contracts.

Este tipo de uso do Blockchain é citado no vídeo acima. Como dito por Don, esse uso resolveria muitos problemas de demarcação e legalização de terras.


2. Abra (www.goabra.com)

Fim da buracia estatal, de serviços tipo Western Union para transferência de valores e até mesmo fim do uso das contas bancárias para intermediação entre compra e venda de Bitcoins e de outras criptomoedas.

(Uma pena estar indisponível no Brasil ainda.)


3. Mycelia - Uso da Blockchain para criadores de conteúdo

Não consegui comprar ou fazer nenhum streaming de conteúdo do projeto mycelia. O projeto ainda deve estar em fase inicial. Mas tem um potencial enorme para revolucionar os direitos dos produtores musicais. Se alguém conseguir, joga nos comentários aqui.

4. SingularDTV

Projeto que usa o Blockchain do Ethereum para streming. É o projeto de um Netflix Descentralizado.

5. Uso do Blockchain para dar mais eficiência em serviços governamentais

5.1 - Governo de Delaware

O governador Jack Markell anunciou duas iniciativas com respeito ao uso do Blockchain. Uma diz respeito a gravação de arquivos, livro razão de contabilidade dos gastos do estado. Desta maneira, o governo de Delaware prezaria pela transparência. A segunda medida seria permitir que companhias privadas fizessem uso do Blockchain para controle direito e participação de acionistas.

5.2 - Governo de Singapura

O governo de Singapura tem projetos de usar o Blockchain para evitar fraudes em seu sistema financeiro, principalmente em relação a traders. Há caso concreto de fraude no sistema financeiro de Singapura. Aconteceu no porto de Qingdao envolvendo comercialização de toneladas metais como Alumínio, Cobre, entre outros, há cerca de dois anos. Companhias fraudulentas duplicaram notas de pagamento para os mesmos bens para enganar os bancos locais, responsáveis pelo financiamento e intermediação das negociações dos metais, em milhões de dólares, cerca de $ 200 milhões foram perdidos pela fraude.

5.3 - Governo da Estonia

O governo da estonia é um dos mais avançados quanto ao uso do Blockchain. A estonia estabeleceu um programa de e-residência no qual qualquer pessoa do mundo pode se candidatar e se tornar um e-residente da Estonia.

Como retorno, residentes recebem um cartão ID digital (Identificação digital) dotado de uma chave criptográfica para asssegurar asssinaturas digitais de documentos, eliminando a necessidade de assinaturas físicas em papel.

Um e-residente pode também abrir contas em bancos usando um serviço de e-banking system da Estonia (um sistema bancário que roda via internet). Com o Blockchain a Estônia está trazendo residentes do mundo para seu país virtualmente e ganhando novos fluxos de receita.

Isso faz com que o estado fique um pouco mais virtual e menos físico. E funciona. É bem provável que num futuro em que a tecnologia do Blockchain esteja madura, que o estado seja cada mais virtual. Serviços bancários, de mercado de capitais, entre outros já o são. E os serviços estatais remam para este mesmo sentido.

5.4 - Geórgia, Gana, Suécia e Reino Unido

O governo da Georgia está desenvolvendo um projeto focado em registro de nascimento / identificação e registros públicos baseado no Blockchain. O governo está querendo mostrar que o país é livre de corrupção, moderno e transparente.

No continente Africano, Gana, está implementando um sistema que usa o Blockchain para reconhecer a posse e propriedade de 28 comunidades (A velha problemática da legalização da terra, envolvendo escrituras, "grileiros", entre outros).

A suécia está planejando levar ao Blockchain todas as transações do estado envolvendo bancos, governo, agentes, compradores e vendedores (licitações) e trazendo acordos transparentes envolvendo a negociação. Isto traria negociações instantâneas com níveis de segurança e intregridade bem altos para a sociedade sueca.

O Reino Unido está usando o Blockchain para a controle de subsídios. Monitorando e controlando o uso de subsídios consegue-se maior eficiência por se tratar de tema complexo e com potenciais fraudes e abusos.


Fonte e mais informações em: http://www.coindesk.com/blockchain-perfect-government-services-heres-blueprint/

6. TransActive Grid (Ethereum Blockchain) - Micro redes elétricas de energia renovável


O projeto teste "TransActive Grid" está permitindo vizinhos comprarem e venderem energia renovável entre si, oferecendo micro redes elétricas comunitárias como um modo de criar um mercado de energia local e, ao mesmo tempo, reduzem a emissão e poluição (e também reduzem gastos com altos encargos do setor elétrico).

A ideia de criar uma "pool" (como uma pool de mineração) de energia elétrica é bem-vinda e provavelmente é a próxima revolução em se tratando de geração de energia elétrica descentralizada.

Falarei mais do TransActive Grid em um artigo único e mais completo.

7. Slock.it (Ethereum)

Um projeto baseado na internet das coisas com integração via Blockchain.

O Slock.it é uma startup Alemã que trabalha em sistemas de travas / segurança. O software "smart locks" pode ser controlado por um aplicativo de smart phone. A idéia é alugar ou vender qualquer coisa sem nenhum intermediário. É uma alternativa descentralizada a serviços como o AirBnb, entre outros como caixa postal, serviço de cofre e por aí vai...são infinitas aplicações de trava.

8. Vevue Project

O "Vevue Project" promete trazer o "Google Street View para vida". A idéia é a descentralização. Pessoas que conhecem locais bacanas gravarem vídeos de 30 segundos de restaurantes, hotéis, lugares e eventos ao redor do mundo e serem remuneradas por isso via Blockchain. Já há uma extensão pro Chrome chamada Vevues que dar uma idéia da proposta do Vevue Project.

9. Eth-Tweet (Ethereum Blockchain)


Você pode ter lido o projeto "Vevue" e ter dito pra que um outro Google Street View? Assim como você pode ter lido o Eth-Tweet e ter falado pra que um Twitter Descentralizado?

Um Eth-Tweet garante a plena liberdade de expressão. Ou garantia de que você não irá ter sua conta excluída por estar falando quaisquer assuntos.

Outro ponto importante é o controle de exibição, visualização por usuário que o algoritmo do facebook, twitter e outras redes sociais centralizadas fazem para poder exibir posts patrocinados e incentivar que um usuário comum e empresas comprem posts patrocinados para serem melhor visualizados.

Somente como um exemplo, o Facebook já deixou a muito tempo de exibir na sua timeline os posts de seus amigos baseados no momento da postagem. O algoritmo do Facebook trabalha para exibir o que mais interessa para a empresa.

Há relatos de que houve até experiências baseadas em padrão de comportamento agregados no algoritmo para te fazer ficar mais tempo na plataforma ou comprar um produto de seus anunciantes. Não acredita? Veja os artigos abaixo, então:

Facebook fez teste de emoções com 700 mil usuários sem avisá-los (Estadão - 2014)

O teste de personalidade baseado no Facebook que está deixando tudo mundo na nóia (Youpix - 2015)

Saiba como foi aplicada a manipulação de emoções no feed do Facebook (Techtudo - 2014)

O próprio Youtube, como uma rede social de vídeos, está implementando o #YouTubeIsOverParty no qual afirma que vídeos com palavrões ou vídeos ofensivos a políticos ou celebridades passarão a ser desmonetizados. A indústria de anúncios por trás do Google e, portanto, do Youtube, pressiona a empresa nesse sentido. E, desta forma, a internet fica cada vez menos livre. Há canais que fazem paródias de sucesso que não podem monetizar seus vídeos devido a direitos autorais da música original. Algo que poderia ser compartilhado entre parodiante e autor da música. Além disso, o próprio Youtube não paga integralmente pelo anúncios aos geradores de conteúdo. Estima-se que a receita que fica pro Google é algo na faixa de 45%. É um fatia bem alta, não acham?

E se, de repente o produtor de conteúdo mudasse para uma plataforma de vídeos descentralizada, tal como o projeto do singularDTV ou deixe de postar seus artigos no Twitter para postar no Eth-twitter? Ou mesmo, alguém crie um projeto descentralizado baseado no Blockchain para concorrer com o Google Adsense. Não seria o fim?

As aplicações baseadas no Blockchain são revolucionárias porque em certas ocasiões a internet ainda não é tão livre assim como se imagina e ainda pode e deve melhorar, e muito em conteúdo e em serviços.

Por isso, é tão necessário ter uma rede social descentralizada como Eth-Tweet. Mesmo tendo que desembolsar algum Ether para postar, é a garantia de que seus posts ou que sua conta estará lá, independente do que seja.

10. Bitnation

Um dos últimos, e não menos importante, se você não conhece, vale a pena conhecer este projeto. Talvez seja o mais louco e não menos revolucionário projeto envolvendo o Blockchain.

A idéia do Bitnation está em criar uma nação digital. Com registro de identidade e serviços geralmente governamentais baseados na confiança e segurança que o Blockchain transmite.

A idéia está ligada ao conceito de "Citizen Chain". Ou seja, cidadãos do Blockchain. Este conceito é muito bem expresso no artigo de Shermin Voshmgir (link).

É um conceito ligado a escolha de cidadania. A liberdade de ser um cidadão de determinado povo,ideal, cultura ou credo.

Se você parar para pensar, o que te faz cidadão brasileiro, é o fato de você ter nascido aqui. A determinação atual de cidadania é física. Ou seja, é determinado pela terra, local de nascimento.

Shermin Voshmgir em seu artigo dá o exemplo do e-Estonia que, como explicado acima, dá o direito de qualquer pessoa no mundo ter cidadania da Estonia, abrir conta no banco, empreender digitalmente, abrir sua empresa online segundo registro da estonia como um e-cidadão de lá.

Este realmente é um cenário desafiador que faz com que as nações entrem num ambiente competitivo para ter seus cidadãos. Se uma nação não te agrada, seja por problemas burocráticos, econômicos ou sociais, simplesmente tenha a liberdade para procurar outra.

Esse é o conceito por trás da Bitnation. A Bitnation afirma prover os mesmos serviços que governos tradicionais ofertam, com a diferença de ser geograficamente sem fronteira, descentralizado e totalmente voluntário.


11. Criptoequity

Se estamos falando em nações digitais, em empresas digitais, usando o Blockchain, então não podemos deixar de falar no conceito de criptoequity que é o mercado de ações e títulos de empresas digitais. O próprio conceito de DAO (Descentraliza Autonomous Organizated) pode prever a emissão de ações de uma empresa digital.

O conceito é recente. Foi introduzido e 2014. No entanto, o Bitnation já tem seu "Papel" cujo código é XBN. E é bem fácil emitir ações de uma empresa digital ou nação digital usando criptomoedas: Basta escrever um smart contract. Ou um contrato inteligente. No contrato inteligente ambas as partes se reúnem e acordam o que quiserem e quem faz o controle do contrato é o próprio Blockchain.

Um caso bem legal detalhando o que está por trás dos contratos inteligentes é um caso que o Alex Van de Sand, brasileiro que é membro da equipe do Ethereum Project citou com relação ao DogeCoin e o blockchain do Ethereum neste vídeo (link) por volta do minuito 37:00:

"A história começa com o Vitalik Buterin criador do Ethereum que era muito amigo de membros da comunidade do DogeCoin. E, em algum momento a comunidade DogeCoin queria usar a sua Blockchain do Ethereum para fazer um contrato inteligente, só que pagando em Dogecoin, transacionando o contrato inteligente em Dogecoin e não em Ether. Como era uma implementação um pouco trabalhosa e difícil de ser feita, foi levantado na comunidade do DogeCoin uma espécie de crowd-funding para implementar essa ferramenta. Ou seja, para poder pagar o desenvolvimento dessa ponte entre o DogeCoin e o Ethereum. Conseguiu-se arrecadar cerca de $ 15.000,00 no crowdfunding. A grande sacada que o Alex Van der Sand conta é que não havia nenhuma parte, nenhuma pessoa que controlava ou estava em posse desta quantia. Quem controlava os fundos era o Blockchain através de um contrato inteligente. Estava previsto no contrato que para saque de alguma dessa quantia deveria ser debatido e aprovado por todos os membros com 7 dias para votação, pela ampla maioria, enfim, todas as regras que podem ser previstas em um verdadeiro contrato". Entendeu como os contratos inteligentes podem funcionar?"

Agora eu te digo, como emitir ações ou títulos no Blockchain? Simples, escreva um contrato inteligente. Diga quais são as regras. Qual a participação da empresa um membro detentor das ações terá. Se rerá direito a dividendos, em qual proporção? Feito isso, deixo o Blockchain assegurar que ambas as partes cumprirão o contrato, sob penalidade de alguma das partes perder alguns ether aí como multa".

Ficou um pouco mais claro o potencial do "criptoequity"? Interessante não é?

12. Name Coin

Costuma-se chamar de Name Coin o sistema que usa o Blockchain para identificar endereços de sites. Uma espécie de DNS descentralizado. A NameCoin (NMC) foi a primeira criptomoeda com a função de dar endereço ".bit" aos sites (Ex: "www.blogdowendel.bit"). O projeto teve 4 anos de desenvolvimento, mas não deu muito certo, porque poucas pessoas adotaram e, na verdade, ficou pouco prático. Isso porque para acessar um site em ".bit", era preciso baixar uma extensão para firefox e para o Chrome. Ter seu site indexado pelo Google, Yahoo e Bing era meio difícil. Então, o projeto do NameCoin praticamente morreu. Os ".bit" que existem hoje encontrando-se escondidos num submundo.

Há grupos de discussões querendo implementar DNS's descentralizados no Blockchain do Ethereum.

Pros amantes da liberdade, é muito importante ter um DNS descentralizado. Isso porque o top-level domain (TLD), que é a última porção do domínio, ou seja, o ".com", ".net", ".com.br" é controlado por uma autoridade central ou por um governo. Vamos a uma história que evidencia esta problemática com relação a nomes de domínios controlados por uma autoridade central que pode a qualquer momento censurar sites.

"O Thepiratebay e o Kickass torrents tem enormes problemas com domínios. Para fugir de serem rastreados, abandonam de uma hora para outra seus antigos domínios. De repente, do nada o usuário se vê redirecionado para um domínio ".org", ".se", ".nm", entre outros."

Você pode falar, tá bom, mas esses sites produzem pirataria, devem ser pegos mesmo. Eles atacam a propriedade intelectual. Então, tá bom, vamos a um exemplo bem interessante que elucida o problema dos domínios de sites serem controlados por autoridades centrais:

Este artigo define bem:

Brasileiro cria “gasolina genérica” mais barata e potente… e é preso (Fonte: Ilisp - 2016)

Essa notícia foi um viral. Há pessoas que dizem que realmente o cara inventou um novo combustível, outras dizem que o combustível era falso e cheio de solventes que a longo prazo danifica todo o motor. Não entraremos no mérito dessa questão (Issso realmente dá outro artigo).

A questão que proponho aqui é outra. Imagine se eu, Wendel, tenho acesso a fórmula deste químico e realmente comprovo que o combustível inventado por ele é melhor do que qualquer gasolina batizada comprada no brasil (Lembre-se que nossa gasolina não é pura). E, eu, com toda a minha boa vontade posto essa fórmula química de como fazer aqui no Blog do Wendel. E derrepente meu post se torna um viral das redes sociais.

Sinto informá-los que em menos de 30 dias meu site sai do ar e pelo domínio ".br" chegam ao meu CPF e me prendem também por "crime de ordem econômica" ou seja lá que outro crime for. Entenderam? Meu CPF está vinculado a qualquer movimento que eu faça nesse site. Se eu com toda minha boa vontade quiser compartilhar um livro, revista ou qualquer coisa com meus usuários, posso ser processado por isso ou mesmo preso. O pessoal do Mega Filmes HD foram presos pela polícia federal assim.

Por conta disso, mediante aos problemas que circundam uma autoridade central controlar o domínio dos sites é que começaram a surgir redes como o Tor, I2P e Freenet. Para dar mais privacidade e, porque não, mais liberdade aos usuários.

O Ethereum Project tem discutido a implementação de descentralized DNS de domínios como ".eth", ".dao", entre outros.
Resta saber se o projeto dará certo e se terá escalabilidade. No entanto, do ponto de vista do Blockchain, é mais um projeto fabuloso que torço para dar certo, já que sou um defensor de uma internet livre.

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Bom é isso pessoal, por hoje é só.
E você? O que achou deste artigo?
Vai começar a prestar mais atenção nas potencialidades do Blockchain?

Deixe seu comentário.

Grande Abraço,
Wendel da Rocha.