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Quem já teve oportunidade de ler "Vale a pena gerar energia solar no brasil? (Parte I)", este artigo do Doutor em Engenharia Elétrica pela universidade do Texas, Dr. Robert Dares e este artigo de Jon Winer refletem muito bem o que temos discutindo durante a última semana aqui no Blog do Wendel.

Estes dois artigos retratam que o preço da energia solar instalada está caindo significativamente há pelo menos 6 anos (desde 2010) no EUA e no mundo.

Artigos relacionados:

1. Vale a pena gerar Energia Solar no Brasil? (Parte I)
2. Vale a pena gerar energia Solar no Brasil? (Parte II)
3. Tipos de lâmpadas, cálculo luminotécnico e o mercado de iluminação
4. Potencial Eólico do Brasil pode ser seis vezes maior que 143 GW
5. Você pode estar pagando quase 12% a mais na conta de energia

O gráfico abaixo ilustra isso muito bem:

Repare que o preço por Watt instalado (Wdc) está beirando os $ 5,00 /Wdc para instalações residenciais. Note que esse é o menor valor já registrado.

Esse indicador de Watt instalado (Wdc) inclui tudo que é necessário para um sistema fotovoltaico (photovoltaic systems - PV systems), ou seja, os painéis solares, os inversores / conversores e todo o equipamento de eletrônica de potência necessário, a montagem da planta e a instalação do sistema propriamente dito.

Esta outra figura, chama a atenção pelos preços do painel solar nos EUA:

Repare que o custo do painel solar por lá está beirando U$ 1,00 / Wdc.

Se o mercado continuar caminhando nesse viés, tornando os custos da energia solar cada vez mais baixos, tudo indica que futuramente nosso padrão de construção (casas, comércios e indústrias) terão um viés de geração altamente descentralizado.

Futuramente, novos projetos de "Linhão" de transmissão, tal como a linha de transmissão com 2.100 km de extensão que liga a Usina de Belo Monte, no Xingu (Pará) à sub-estação de Estreito na cidade de Ibiraci (Minas Gerais) poderão se tornar inviáveis. Quem vai querer pagar os custos de transmissão altíssimos? Nossa energia, para o consumidor final, está cerca de 250% mais cara em relação a muito países do mundo.

Os planejadores do setor elétrico brasileiro muito em breve deverão escolher se continuarão optando por um modelo de centralização da matriz energética brasileira, o que encarecerá cada vez mais nossa energia, ou se começarão a pensar em descentralização. Abrir as portas deste mercado para os geradores descentralizados tanto para geração solar quanto para outras formas como eólicas e biomassa pode ser o caminho mais acertivo a seguir.

A regulamentação da ANEEL é falha em não permitir a comercialização da energia do pequeno produtor, do microgerador ou do minigerador de energia. Enquanto a ANEEL proteger o lado das grandes empresas do setor elétrico, basta notar que nosso setor elétrico é altamente regulamentado, burocrático e isento de qualquer concorrência. Digo mais, enquanto o regulamentador alimentar um Cartel, o preço final de nossa energia sempre será pouco competitivo em relação ao resto do mundo.

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5. Você pode estar pagando quase 12% a mais na conta de energia

Estarei comentando sobre isso nos próximos artigos. Ou seja, qual a melhor maneira de descentralizar e abrir o setor elétrico de um país para a livre concorrência. Dando exemplos sobre isso.

Grande Abraço,
Wendel (@wendelrj).