Avaliação do Usuário

Estrela inativaEstrela inativaEstrela inativaEstrela inativaEstrela inativa
 

Em 2001, a partir de princípios e tecnologias da época, a publicação "Atlas do potencial eólico brasileiro" estimou que o potencial eólico brasileiro era de 143 GW, o que quer dizer que temos um potencial eólico equivalente a 11 usinas de Itaipu.

Cerca de 15 anos depois, a tecnologia e o know-how por trás da energia eólica evoluiu muito e acabou mostrando que a energia eólica é uma forma de energia alternativa e limpa, com custos de instalação e implementação caindo ano após ano (conforme a tecnologia amadurece cada vez mais).

Veja o gráfico abaixo (6):

 

Neste gráfico, são expressas variáveis importantes da energia eólica. Sendo um pouco generalista, já que pretendo continuar falando da energia eólica como nas séries que temos produzido, à medida que a torre alcança alturas maiores e à medida que as pás das turbinas aumentam proporcionalmente de tamanho, há em média uma aumento 4 vezes maior de energia produzida por área. E esse movimento de aumento da torre eólica e aumento do diâmetro das pás continua sendo estudado, sendo fator predominante no desenvolvimento da tecnologia ao longo do tempo. Veja ilustração abaixo de como isso ocorre (2):

 

Deu pra perceber que com a evolução da tecnologia no tempo, os dados de 2001, em que as torres comerciais possuíam cerca de 50 metros de altura, caíram por terra. O potencial eólico do Brasil pode ser cerca de 6 vezes maior que 143 GW.

Quem teve uma sacada muito boa de atualizar “O Atlas do Potencial Eólico Brasileiro", foi o pesquisador Ênio Pereira do INPE que estima que o potencial eólico brasileiro seja de 880 GW (cerca de 62 itaipu's, falando de maneira simplista, e, claro, que teoricamente falando - há restrições técnicas que comentarei nos próximos artigos).

Embora no Brasil a produção de energia eólica ainda seja restrita, Pereira aponta que o país é o quarto no mundo em termos de expansão da capacidade eólica instalada, perdendo apenas para China, Estados Unidos e Alemanha.

Potencial temos, e, a meu ver, a regulamentação atrasada da ANEEL acaba que por frear um pouco o desenvolvimento esse mercado que em outros países avança mais cada vez. E que, assim como a energia eólica, tem um grande potencial a ser explorado.

Artigos relacionados:

1. Energia Solar atinge preços nunca antes vistos
2. As lições que podemos aprender com o Império Romano de modo a evitar um colapso econômico e tecnológico
3. Energia no Brasil está bem cara: Carga tributária na conta de luz pode chegar a 50 % pro consumidor final
4. Engenheiro Autônomo? Profissional Liberal ou Microempresa?
5. Inovadora técnica irlandesa pode diminuir os custos da Energia Solar em 25%

E você, acha que o Brasil tem condições de explorar de forma eficaz todo esse potencial? Qual a melhor forma?


Deixe seu comentário.

Estaremos abordando mais sobre o assunto em breve.

Grande Abraço,
Wendel.

Sigam-me os bons:

Twitter: https://twitter.com/wendelrj
Ask.fm: http://ask.fm/wendelrj
Youtube: Inscreva-se em nosso canal. Clique Aqui!


Referências Bibliográficas:
1. http://plus55.com/business/2016/10/brazil-wind-power-potential
2. http://agencia.fapesp.br/potencial_eolico_em_terra_do_brasil_pode_ser_seis_vezes_maior_do_que_o_estimado/24053/
3. http://www.ieee.org.br/wp-content/uploads/2014/05/artigo-do-espaco-do-IEEE-maio-2014.pdf
4. F. Rüncos, R.Carlson, P. Kuo-Peng, H.Voltolini, N.J. Batistela - GERAÇÃO DE ENERGIA EÓLICA – TECNOLOGIAS ATUAIS E FUTURAS
5. Centro de Referência para Energia Solar e Eólica Sérgio de Salvo Brito - Energia Eólica - Princípios e Tecnologias
6. http://www.cresesb.cepel.br/publicacoes/download/atlas_eolico/Atlas%20do%20Potencial%20Eolico%20Brasileiro.pdf
7. http://rameznaam.com/2015/08/30/how-steady-can-the-wind-blow/