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Quando falamos em mercado de iluminação, é impossível não falar numa tendência que tenho observado ultimamente como prestador de serviços elétricos. Essa tendência é da compra de luminárias com modelos e formas dos mais diversos possíveis.

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Quando um casal está construindo sua casa, ou mesmo reformando, a maioria não quer colocar um bocal do tipo Plafon plástico do tipo econômico, comumente chamado de luminária de plástico ou bocal com tampa plástica. Lembra dele?


Pelo contrário, muitas vezes é comum comprarem uma luminária que nem mesmo tem uma lâmpada do tipo Bulbo, a mais comum e mais barata entre todas as lâmpadas.

Hoje, uma lâmpada tipo bulbo rosqueável tornou-se formato Universal. Mas nem sempre foi assim. No passado, lá nos primórdios da eletricidade, não havia uma padronização e era comum encontrar diferentes lâmpadas que eram incompatíveis com determinado bocal. Apesar do avanço na padronização, nos dias de hoje, somente na categoria de lâmpada Bulbo, ainda encontramos diversos formatos e tamanho para as mesmas. Veja:

A adoção entre um tamanho e outro varia em função da época e da região.

Tipos de lâmpadas mais comuns encontradas no mercado

Passado e futuro se entrelaçam.

- Há quem prefira uma luminária mais vintage:

- Há quem prefira uma luminária mais futurista:

- Há até mesmo aqueles que prefiram uma luminária que combine com o paladar:

O mercado oferece luminárias dos gostos mais comuns aos mais exóticos possíveis. Encantado com os mais variados tipos e modelos, geralmente o consumidor ao escolher uma luminária, acaba esquecendo do principal para que esta funcione: - A lâmpada. Um complicador maior, é se ele compra uma lâmpada "comum", aquela do tipo Bulbo e conclui que esta não serve para sua luminária. E o pior, não sabe nem o nome e como identificar uma de suas lâmpadas exóticas que sua luminária exige.

Pensando neste fato, basicamente existem 3 tipos de lâmpadas. As lâmpadas incandescentes, de descargas e de estado sólido (Conhecidas como Lâmpadas LED - Light Emitting Diode).

Aqui vão os principais tipos de lâmpadas existentes dentro dessas 3 categorias:

1. Lâmpada Incandescente

A iluminação incandescente resulta do aquecimento de um fio pela passagem de corrente elétrica até a incandescência.

1.1 - Lâmpada Incandescente de Uso Geral

 

Lâmpada incandescenteA lâmpada incandescente de uso geral caiu em desuso por consumir bastante energia em relação a outras opções no mercado como as lâmpadas fluorescentes compactas e LED com mesmas características de luminância. Ainda é a opção mais barata entre todas as outras.

 

 

1.2 - Incandescente Halógena (Dicróica)

São lâmpadas mais modernas, de dimensões muito pequenas e com um alto rendimento luminoso. É um tipo aperfeiçoado de lâmpada incandescente, constituída de um tubo de quartzo, dentro do qual existem um filamento de tungstênio e partículas de iodo, flúor, e bromo adicionados ao gás normal.

Lâmpada Dicróica Incandescente


1.3 - Outros tipos de lâmpadas incandescentes

Comptaluz, facho médio, bulbo prateado, bulbo dourado, lâmpadas infravermelhas. São apenas outros tipos de lâmpadas incandescente que existem ou já existiram. Lembra?

 

2 - Lâmpada de descarga

2.1 - Fluorescentes

Aqui há uma imensidão de modelos que variam de acordo com a aplicação em residências, comércios e indústrias.

Fluorescente tubular, Fluorescente circular, Fluorescente compacta.

2.2 - Vapor de mercúrio

Lâmpada comumente usada em postes de iluminação pública.


2.3 - Vapor de sódio de alta pressão

Usadas em postes de iluminação pública, ruas, áreas externas, indústrias cobertas.


3. Lâmpadas de Estado Sólido

3.1 Lâmpadas a LED

As lâmpadas de LED já são uma realidade. Sua principal característica é a economia de energia. Para se ter uma ideia, em termos gerais, uma lâmpada de LED de 3W pode substituir uma lâmpada incandescente de 60W.

Aqui começa a grande confusão com as luminárias que você comprou ou está para comprar. As lâmpadas de LED preferem ser "essa metamorfose ambulante".

Lembra da lâmpada dicróica incandescente? Hoje existe a lâmpada LED dicróica.

Lembra da lâmpada incandescente tipo bulbo? Hoje existe a lâmpada Led tipo bulbo.


Lembra da lâmpada fluorescente tubular? Bem, hoje existe a lâmpada Led tubular.

E não para por aí, a revolução das lâmpadas a LED está tão grande, que já existem soluções a LED para a iluminação pública. Conheça então as lâmpadas para iluminação pública a LED:


Classificação quanto a temperatura de cor (cor da luz) 

Em sua metamorfose ambulante, as lâmpadas comerciais a LED conseguem tanto imitar a luz amarelada da antiga lâmpada incandescente quanto conseguem imitar a luz branca da lâmpada fluorescente. O principal fator a ser analisado a temperatura de cor que é medida em Kelvin (K). Vale lembrar que as lâmpadas LED não irradiam calor, não aquecem e, portanto, temperatura de cor é apenas uma terminologia. Confira a foto:



Saiba se sua lâmpada LED é luz amarela ou branca. Veja a embalagem:

 

Qual a diferença entre luz amarela e luz branca? 

Conforme referência 6:

"A temperatura de cor fria propicia uma iluminação densa e brilhante. É excelente para área de trabalho, manipulação de pequenos objetos, artesanato, montagens, culinária, etc. Dessa forma é muito bem empregada em áreas de serviço, cozinha, salas de aula, garagens e banheiros. 
 
A temperatura de cor quente propicia uma iluminação calma e aconchegante. Fica muito bem em dormitórios, corredores, salas de estar, vitrines, salas de espera, varandas, terraços e abajures."


Cálculo Luminotécnico

Tão importante quanto saber qual o tipo de lâmpada ou saber quantos "Watts" cabem numa lâmpada da sua sala de estar (ou em qualquer cômodo da sua casa), é saber qual a luminância (em lumens) que a lâmpada fornece. Já vi situações, que ao adentrar na casa de um cliente e ligar a luz, parecia que havia ligado um refletor de estádio de futebol na minha cara. Em outras situações, o ambiente permanecia extremamente escuro mesmo com todas as luzes ligadas.

A importância do cálculo luminotécnico surge para resolver este tipo de problema. E se não somos expert's, ter uma noção não é nada mal, não é mesmo?

A seguir será apresentado um dos cálculos mais simplificados e rápidos que existem. Quando é instalado uma luminária de uma lâmpada, por empirismo consegue-se regular e saber qual lâmpada é mais adequada para o ambiente. Mas e no caso de uma luminária com 8 lâmpadas LED dicróicas com cada lâmpada LED dicróica podendo assumir os mais variados valores entre 1,5W até 5W? Como no caso desta luminária:

Para variar, cada lâmpada LED dicróica vale entre R$ 20,00 e R$ 40,00 no mercado. Ao comprar 8 lâmpadas erradas, é um prejuízo considerável se você errar na medida e tiver que trocar todas as lâmpadas, não é mesmo? Nesse caso o empirismo não é nem de longe a melhor maneira a ser seguida.

Vamos então desenvolver a metodologia mais simples e rápida para cálculo luminotécnico para não errarmos na "mão" e deixarmos um ambiente muito escuro ou muito claro. O cálculo, portanto, é dado pela fórmula a seguir:

Entendendo o que cada um representa:

Lux - É a medida da iluminância, também chamada de iluminamento. A iluminância é um termo que descreve a medição da quantidade de luz que cai (iluminando e espalhando) sobre uma determinada área de superfície.

A definição de lumen é complicada: um lúmen é o fluxo luminoso dentro de um cone de 1 esferorradiano, emitido por um ponto luminoso com intensidade de 1 candela (em todas as direções).

Na prática, é simples: é o parâmetro mais próximo de "quantidade de luz" que a fonte luminosa vai produzir. O fabricante te fornece esta medida. Para se ter uma ideia melhor: uma vela gera 14 lumens, o pôr-do-sol 400 e o sol a pino cerca de 100.000 lumens.

Para explicar o que é lumen, peco pela informalidade, visando entendimento de um público mais abrangente, já que aqui é um Blog e não um livro especializado. Você pode conferir as referências bibliográficas no final, caso queira algo mais especializado.

O m² é a medida que representa a "área S" do cômodo da casa que você quer dimensionar sua lâmpada ou conjunto de lâmpadas.

Portanto a iluminância, medida em lux, vai medir e relacionar a "quantidade de luz" gerada pela fonte luminosa, em lumens, com a área do seu cômodo a ser considerado, em metro quadrado (m²).

Então, por exemplo, para iluminância geral de uma sala de estar, temos pela Norma NBR 5413 o valor tabelado da iluminância que é de 100 lux.

Se sua sala de estar tiver 20 m², quantos lumens sua lampada precisará ter para iluminar adequadamente sua sala de estar?

Exemplo 1:

 

Sala de estar: 100 lux

Área da sala: 20 m²

Lumens: ?

 

Logo você precisará de cerca de 3 lâmpadas fluorescentes compactas de 12 W que fornecem, em média, depende do fabricante, entre 648 a 696 lumens por lâmpada, dependendo da quantidade de pontos de luz que tem em sua sala de estar. Se só tiver apenas um ponto de luz e uma luminária que dê apenas uma lâmpada, o recomendado é colocar uma lâmpada fluorescente compacta de 30W que vai produzir cerca de 1800 lumens, dependendo do fabricante.

Entenderam como se faz o cálculo, de maneira rápida e simplificada?

No caso das lâmpadas a LED, torna-se cada vez mais necessário saber quantos Lumens uma lâmpada LED fornece, já que nem sempre uma maior potência (por exemplo, lâmpada de 6W, 9W e 12W) quer dizer que a lâmpada ilumina mais como é o caso das lâmpadas incandescentes e fluorescentes.

A eficiência luminosa, medida em lumens/W, é sem dúvida o parâmetro mais importante a ser analisado na compra de uma ou conjunto de lâmpadas a LED. A quantidade de lumens que uma lâmpada LED fornece pode ser encontrado na embalagem ou na ficha técnica junto ao site do fabricante.

Wendel, como saber a iluminância, quantidade de lux necessária em todos os ambientes da minha casa?

A Norma NBR 5413 da ABNT é a norma sobre iluminação de interiores, nela, há os mais variados valores e referências de iluminância para diferentes cômodos e instalações. Para residências, a faixa de valores adequada para iluminância é dada pela tabela abaixo:

Residências Iluminância (lux)
Salas de estar  
Geral 100 – 150 – 200
Local 300 – 500 – 750
Cozinhas:  
Geral 100 – 150 – 200
Local (fogão, pia, mesa) 200 – 300 – 500
Quartos de dormir  
Geral 100 – 150 – 200
Local (espelho, penteadeira, cama) 200 – 300 – 500
Hall, escadas, despensas e garagens:  
Geral 75 – 100 – 150
Local 200 – 300 – 500
Banheiros:  
Geral 100 – 150 – 200
Local (espelhos) 200 – 300 – 500

Repare que são dados três valores de iluminância. Esses valores são médios e variam de acordo com as características da tarefa e do observador.

Em termos gerais, o valor a ser considerado, para a iluminância, é sempre o valor do meio.

Conforme bem explícito na norma, deve ser usado o valor mais alto quando:

a) a tarefa se apresenta com refletâncias e contrastes bastante baixos;
b) erros são de difícil correção;
c) o trabalho visual é crítico;
d) alta produtividade ou precisão são de grande importância;
e) a capacidade visual do observador está abaixo da média.

Nota: Como exemplo de precisão, pode-se mencionar a leitura simples de um jornal versus a leitura de uma receita médica, sendo a primeira sem importância e a segunda crítica.

O valor mais baixo deve ser usado quando:

a) refletâncias ou contrastes são relativamente altos;
b) a velocidade e/ou precisão não são importantes;
c) a tarefa é executada ocasionalmente.

Em posse da tabela de iluminância, e sabendo fazer a leitura dos valores corretamente empregados nesta, é possível fazer nosso cálculo de iluminância de maneira inversa. Ou seja, sabendo o nível de iluminância adequado e em posse da área do ambiente, é possível obter a quantidade de lumens a ser fornecido pela lâmpada ou conjunto de lâmpadas da luminária. Veja o exemplo:

 

Para dormitórios:

 

Quantidade de lux recomendada pela norma: 150 lux

Tamanho considerado do dormitório: 6 m²

Quantidade de lumens necessários no dormitório: x

 

Cálculo Luminotécnico:

 

Ou seja, este dormitório, precisa de uma lâmpada de LED de 10W, conforme catálogo da GE, link no final do artigo.

Conforme catálogo da alumbra, é preciso uma lâmpada fluorescente compacta do tipo mini 3U de 16W para se alcançar os 900 lumens de fluxo luminoso.

Repare que comparando a eficiência luminosa, neste caso, com as lâmpadas destes dois fabricantes, a lâmpada LED gasta 37,5 % menos energia que uma lâmpada fluorescente compacta de mesmo fluxo luminoso (lumens).

É claro que há outras formas muito mais complexas e precisas de se dimensionar ou fazer uma cálculo luminotécnico. Pretendo falar de outros métodos em breve, mas para adiantar, o método dos lumens e o método do índice médio são os métodos mais comuns e usados.

Deixarei aqui, um catálogo da Alumbra de lâmpadas fluorescentes compactas para ajudar na escolha adequada da lâmpada de acordo com o fluxo luminoso (lumens) encontrados na conta.

Aqui, encontramos catálogo da GE, relacionando quantidade de lumens com potência das lâmpadas a LED.

 

Por hoje é isso pessoal,

Grande Abraço,
Wendel.

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Referências Bibliográficas:
1 - Creder, Helio, INSTALAÇÕES ELETRICAS, 14 Edição, Editora: LTC, 2000.
2 - ABNT NBR 5413;
3 -http://www.portaleletricista.com.br/tipos-de-lampadas/
4 - http://www.portaleletricista.com.br/calculo-de-iluminacao/
5 -https://blog.casashow.com.br/conheca-os-principais-tipos-de-lampadas-e-suas-caracteristicas/
6-http://www.cidadeled.com/temperatura-da-cor