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No início do século XVI, séculos antes da criação do automóvel, Leonardo Da Vinci criou um carro que podia se mover sem ser puxado ou empurrado. Sua tração era provida por molas de alta tensão, com a direção do carro sendo predeterminada antes do início do movimento. Apesar do Da Vinci ser um viosionário e um homem fora de seu tempo, seria inimaginável, naquele tempo pensarmos que hoje teríamos automóveis com o nível de tecnologia embarcada que temos hoje tais como os veículos com injeção eletrônica, computador de bordo, controle de temperatura, sensores e atuadores dos mais diversos tipos e em diversos níveis.

Nosso automóvel moderno deixou de ser puramente mecânico, e passou a contar com as mais diversas tecnologias e está cada vez mais inteligente. Paralelo a isso, no século XXI tivemos a popularização de outros adventos como o GPS e Smartphones e há pesquisas macissas na área de internet das coisas. A medida em que as soluções tecnológicas vão avançando, elas de alguma forma vão sendo introduzidas aos nossos carros.

Então, de puramente mecânico, o automóvel passou a ser eletromecânico com a partida por baterias, com motor de partida e alternador ou dínamo, e, após, passou a ser eletromecânico com eletrônica embarcada. A mecânica, elétrica e eletrônica juntas formando um conceito interdisciplinar. O que está faltando? Adicionar processamento, e ele se tornará inteligente. E daí, surge o conceito de carros autônomos ou carros sem motorista. 


Primeiramente, é preciso definir os níveis de autonomia em que os carros podem se encontrar:

Nível 0 de autonomia- Sem automação:
A performance do carro é determinada o tempo todo por uma motorista humano, responsável com controlar toda a dinâmica do automóvel, mesmo quando em situações de perigo.

Nível 1 de autonomia - Motorista assistido:

O sistema de assistência ao motorista controla aceleração, desaceleração de acordo com a condução do motorista e de certa forma ajuda o humano com as tarefas na condução do automóvel.

Nível 2 de autonomia - Automação parcial:

O sistema executa a condução aceleração / desaceleração, enquanto o humano monitorora e age num caso de contingência.

Nível 3 de autonomia - Automação condicional:

Sistemas de direção automatizados permitem executar todas as tarefas de direção e o motorista humano pode responder e intervir quando for necessário.


Nível 4 de autonomia- Alta automação:

Todas as tarefas de condução do veículo são feitas por uma central do sistema de automação de direção, mesmo se o motorista humano não responder apropriadamente as requisições do sistema ou intervenções humanas perigosas (Como no caso de dormir ao volante). Quem viu esse episódio dos simpsons sabe do que estou falando:


Nível 5 de autonomia - Automação total (Full Automation):

O carro pode ser dirigido por um humano, mas sua intervenção não é necessária, já que há um sistema de automação de condução detectando a pista e as condições ambientais ao redor do veículo.

O nível de automação expresso neste artigo é o nível 5. Ou seja, falaremos como funcionam os carros autônomos, como assim são comumente chamados este veículos de nível 5 ou carros sem motoristas ( que não precisam da intervenção humana para a condução do veículo). E, acredite, não foi o Google, nem Apple, ou qualquer empresa de tecnologia que inventou esses carros. Esses carros remetem-se a década de 80, com o carro da Carnegie Mellon University's Navlab em 1980 e o projeto ALV da Mercedes-Bens em 1984 . Vejam este vídeo do NAVLAB 5 feito em 1997:

 

Para funcionarem de forma adequada, esses veículos autônomos precisam de sensores de radar para não baterem em obstáculos ou outros carros, câmeras de vídeo para idenficar semáforos, placas, ruas, cruzamentos e pedestres cruzando a pista. Adicionalmente temos sensores Lidar e sensores ultrassônicos para estacionar ou para posicionar um passageiro para embarque ou desembarque, além de uma robusta central de processamento que é capaz de processar cerca de 1 GB por segundo de dados. Impressionante, não? Veja como é a visão ou modelo que um carro autônomo da Google "enxerga" quando está rodando na pista, segundo Bill Gross:



E você pode estar achando isso uma tecnologia futurista, pouco palpável, mas ela já se tornou uma realidade. Estão altamente engajados nesta tecnologia os fabricantes Tesla Motors, Mercedes-Benz, BMW, Google e Audi. Dentro de 18 a 36 meses esta tecnologia pode estar bem madura por parte desses fabricantes. Mas não são só estas empresas que estão de olho no carro autônomo. Ao todo, 33 empresas estão pesquisando sobre esta tecnologia. Dentre elas encontramos grandes nomes como a Aplee, Baidu, Audi, BMW, Bosch, Ford, GM, Honda, Hyundai, Intel, Microsoft, Nissan, Nvidia, dentre tantas outras a destacar.


Com tudo isso, podemos dizer que essa tecnologia em breve chegará ao mercado. Não se sabe, assim como ocorrera com os carros elétricos ou carros híbridos, se esta tecnologia se popularizará (Se será introduzida em carros de menor poder aquisitivo). O que se sabe até o momento, é que a centenária Ford, do Henry Ford, quer produzir carros autônomos em massa para serviços tipo Uber. Os veículos não terão guiador e nem pedais e deverão estar no mercado em 2021. A Ford fechou parceria com quatro startups que trabalham em tecnologias como sensores e mapas tridimensionais. Tudo indica que a próxima década será marcada pela automação dos automóveis.

A volvo e a empresa Uber também montaram uma parceria este mês para começar a fabricação destes carros. O Modelo, em teste, será baseado na plataforma do utilitário esportivo XC90. A proposta do Uber é concorrer com seus próprios carros, eliminando a necessidade de compra do automóvel sobretudo para um segmento de consumidores jovens e urbanos que preferem a comodidade de chamar um carro com telemóvel do que a despesa e a logística associadas a terem um carro. Também há propostas de carros autônomos para o transporte coletivo.

Com todas essas inovações, é inegável não pensar como será a reação de uma pessoa comum em andar num carro autônomo. Será que é seguro? Por enquanto, a evolução tecnológica caminha para tornar carros autônomos viáveis. Quanto a segurança e capacidade de andarem em ambientes urbanos caóticos, esses tipos de veículos ainda precisam de mais estudos e testes.

A tecnologia ainda é nova e tem falhas. O Google já reconheceu que os seus carros autônomos tiveram vários acidentes. No final de Junho, um condutor de um Tesla morreu quando o automóvel seguia em piloto automático. Nem o condutor nem o carro perceberam que um camião atravessava a estrada em frente a eles. Segundo a marca, a luz do sol teria impedido o veículo de “ver” o camião.

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Como conclusão, fica a dica de que é muito provável que teremos na próxima década carros autônomos rodando nas ruas. Isso se o mundo não cair num abismo de uma nova e grande depressão como em 2008, como em 2001 (Veja o artigo aqui). Enfim, são cenários que podem acelerar ou atrasar a tecnologia.

Você acredita que em breve serviços como Uber colocarão carros autônomos para rodar nas ruas?


Grande Abraço a todos,
Wendel (@wendelrj)


Referências Bibliográficas:

https://www.publico.pt/tecnologia/noticia/ford-quer-produzir-carros-autonomos-em-massa-para-servicos-tipo-uber-1741566
http://g1.globo.com/carros/noticia/2016/08/volvo-e-uber-se-unem-para-desenvolver-carro-autonomo.html
http://www.telegraph.co.uk/cars/features/how-do-driverless-cars-work/

https://www.cbinsights.com/blog/autonomous-driverless-vehicles-corporations-list/